Sábado, 6 de Setembro de 2008

Santos melhora também fora de campo


Renovação com a Umbro deixa o Santos entre os clubes mais bem pagos do país

Se dentro das quatro linhas as coisas estão melhorando para o Santos, o mesmo pode-se aplicar fora delas. Nesta sexta-feira, o clube apresentou a renovação de contrato com a Umbro, que fornecerá o material esportivo por mais três anos e pagará pouco mais de R$ 11 milhões por ano.
O LANCENET! teve acesso aos valores, que são mantidos em sigilo. As cifras colocadas são significativas se comparadas a outros clubes do país. Pelo acordo firmado, o Santos receberá R$ 4 milhões anuais limpos.
Marcelo Teixeira, presidente do Santos, afirma que concorrência o fez desacreditar sobre renovação com a Umbro (Crédito: IVAN STORTI)LANCEPRESS!
Além disso, haverá o investimento de um valor praticamente igual no fornecimento de material esportivo. A inovação fica por conta da inauguração de uma megaloja do clube em São Paulo, de um bar temático – possivelmente dentro da própria Vila Belmiro – e também do desenvolvimento do Memorial Itinerante, que levará para diversas cidades do Brasil a história das conquistas do Peixe.

Trata-se de um marco, já que os valores financeiros firmados em contratos anteriores com a Umbro eram muito inferiores ao novo.
– O aumento em relação ao último contrato assinado é de pouco mais de 40% – disse o vice-presidente do Peixe, Norberto Moreira.

A diretoria parece ter acordado na renovação. O presidente Marcelo Teixeira nomeou uma comissão para tratar do assunto e descentralizou o poder de decisão de alguns diretores. Pela primeira vez, em onze anos com a Umbro, o Santos terá participação na venda de produtos e receberá uma quantia significante referente a royalties.

O que ajudou a fazer com que a empresa inglesa aumentasse a sua proposta foi a concorrência. O LANCENET! apurou que três empresas iniciaram conversação com o clube: Lotto, Puma e Penalty. A primeira chegou a oferecer R$ 8 milhões anuais e seduziu o Santos.

– Temos mesmo que destacar a concorrência. Em determinado momento pensei que não assinaríamos com a Umbro – enfatizou o presidente Marcelo Teixeira.

Se o despertar da diretoria para assuntos dessa importância se confirmar, o dinheiro recebido pagará a gastança desenfreada e mal calculada dos últimos anos.

Quinta-feira, 3 de Julho de 2008

Santos traz paraguaio para 2º pior ataque do Brasileiro

O Santos pretende anunciar oficialmente nesta quinta-feira a contratação do atacante paraguaio Nelson Cuevas, 28, que defendia o Libertad-PAR. Sem muitas opções no mercado, a equipe da Vila novamente aposta em um avante estrangeiro na tentativa de solucionar a carência ofensiva.Em oito partidas pelo Campeonato Brasileiro, o Santos marcou apenas seis gols, tendo o segundo pior ataque do torneio, à frente apenas do lanterna Fluminense, com quatro gols. Com passagem pela seleção paraguaia, River Plate-ARG e América-MEX, Cuevas deve assinar contrato com o Santos nesta quinta, com validade até o final da temporada. O paraguaio já conhece seu futuro companheiro de ataque, Kléber Pereira. Defendendo o Pachuca-MEX, Cuevas travou diversos duelos contra Pereira, então no América-MEX. Pela seleção do Paraguai, Cuevas disputou duas Copas do Mundo (2002 e 2006) e anotou seis gols em quarenta jogos disputados.Os últimos reforços gringos do Santos para o ataque tiveram passagem meteórica na Vila Belmiro. O chileno Sebastián Pinto -visto como promessa em seu país- marcou apenas um gol em oito partidas, rescindido contrato após atrito com Emerson Leão. Antes dele, o mexicano De Nigris chegou depois de indicação de Vanderlei Luxemburgo, mas durou pouco. Ex-tenista profissional, De Nigris marcou um gol e rendeu polêmica nos bastidores, quando o Santos escapou de punição de 12 pontos no Brasileiro de 2006 por utilização do mexicano supostamente de maneira irregular.
Fonte UOL

Terça-feira, 1 de Julho de 2008

Santos é o time dos xarás no Brasileirão




Dos 30 jogadores do elenco que disputa o Nacional, 12 têm nomes repetidos
Adilson Barros Do GLOBOESPORTE.COM, em Santos (SP)

Quiñonez, Michael e Maycon. Apelido e pronúncia ajudam a evitar desencontros
O Santos tornou-se o time dos xarás neste Brasileirão. Na formação do elenco para a temporada, o Peixe, por coincidência, reuniu vários homônimos no mesmo time. E nada dos sempre comuns "josés" ou "joões". O que se vê no grupo alvinegro é um festival de rodrigos, fábios, thiagos, kléberes e até michaels. Dos 30 jogadores do elenco santista, 12 têm nomes repetidos. Para que não haja desencontro, apela-se para os sobrenomes. Na época de Emerson Leão, havia sempre uma confusão entre os kléberes (o lateral esquerdo e o atacante). Quando se perguntava ao ex-treinador santista sobre alguns dos dois, o treinador perguntava: "o lateral ou o atacante?". Para acabar com isso, Cuca, que assumiu o posto na quinta rodada do Brasileiro, definiu: o primeiro é Kleber e o segundo é chamado de Pereira. O caso dos michaels é curioso. Embora não seja um nome dos mais comuns, o Santos agora tem três em seu elenco: dois meias e um atacante. Recentemente, o diretor de futebol do clube, Luiz Antonio Ruas Capella, até brincou. - Olha, não sei como vamos chamá-los.

O lateral ou o atacante? Para resolver dilema dos kléberes, Cuca apela para o sobrenome
Mais uma vez, apela-se para o sobrenome. O mais antigo michael do elenco é o equatoriano contratado no início do ano. Para que não ser confundido com o ex-palmeirense, que chegou semana passada, o gringo é tratado por Quiñonez. Já o garoto que veio do Santo André se chama Maikon. Aí, a distinção é feita na pronúncia.

O macete do nome da família também ajuda a diferenciar os tiagos. O Peixe tem o atacante Tiago Luís, que é chamado assim, mesmo: nome e sobrenome. Seu xará é Thiago Carletto ou simplesmente Carletto. No caso dos rodrigos, o apelido ajuda. Rodrigo Souto é o único que tem o privilégio de ser chamado pelo nome completo. O meia Rodrigo Tabata é chamado pelo nome da família ou, simplesmente, Japonês. O terceiro rodrigo santista é Lima, que atende pelo sobrenome mesmo. Com os fábios, não foi preciso adaptação. Quando chegou ao Santos, o zagueiro já era conhecido por Fabão e, portanto, não corre o risco de ser confundido com o goleiro Fábio Costa.

Sábado, 14 de Junho de 2008

Santos segue rotina 'sonolenta' e traça reviravolta no Brasileiro


Bruno ThadeuEm Santos

O péssimo começo do Santos no Brasileirão evidencia uma rotina nada agradável ao clube, que desaprendeu a "largar bem" em competições nacionais. 15º colocado no torneio, a equipe da Vila já vê o Flamengo disparar, abrindo oito pontos mesmo com um jogo a menos em relação aos santistas.

O empate contra o Flu não melhorou a situação do Santos, que largou mal no BR

Santos também derrapou no início do Paulista, perdendo para o Barueri na Vila...

...e abusou dos erros na largada do BR-07, perdendo até para o América-RN na Vila

TABELA DO BRASILEIRÃO 2008
Esse início preocupante, porém, não chega a ser novidade. O Santos passou apuros no Paulistão deste ano, quando ficou entre os ameaçados pelo rebaixamento nas primeiras rodadas, e também atribui a demora para acordar no Nacional de 2007 pela saída da briga pelo título, vencido naquele ano pelo São Paulo.Fraco rendimento é sinônimo de mais desgaste físico e mental, alerta o goleiro Fábio Costa, descontente com os novos tropeços do Santos, desta vez no Brasileirão. "Muda tudo. Saber que você tem que estar sempre correndo atrás dos adversários porque não conseguiu começar bem um campeonato acaba sendo muito desgastante. O Santos recebe uma carga de pressão exagerada devido aos resultados ruins. Isso atrapalha nosso plano ao longo da competição", ilustra o capitão da equipe.O gol de Tiago Luís nos acréscimos contra o Fluminense, não foi suficiente para o Santos vencer seu primeiro duelo fora de casa, mas serviu para tirar a equipe da zona de rebaixamento do Brasileiro. No início do ano, a zona da degola trouxe muito mais preocupação ao time, que amargou longo período ameaçado no Paulistão. O Santos, porém, conseguiu engatar seqüência de nove jogos invictos, chegando à penúltima rodada da fase de classificação ainda com chances às semifinais.No Brasileiro do ano passado, o Santos também culpou a Libertadores pelo péssimo começo de campeonato, quando chegou a ser derrotado na Vila Belmiro para o América, que fez a pior campanha da história no sistema de pontos corridos. A equipe iniciou "corrida de recuperação" a partir da metade do Brasileiro, terminando somente atrás do São Paulo na tabela.

Terça-feira, 27 de Maio de 2008

Leão diz que fez de tudo, mas cobrará Peixe por carro apedrejado

Santos (SP) - A despedida de Emerson Leão do Santos foi marcada pelo mesmo ambiente que marcou a sua terceira passagem pela Vila Belmiro: clima conturbado com a torcida. Enquanto dava a entrevista coletiva em que dizia ter se doado ao máximo pelo sucesso da equipe, torcedores soltavam fogos e apedrejaram o carro do ex-goleiro, que prometeu cobrar o clube pelos danos.
Antes de constatar os efeitos da ira de alguns santistas contra o seu trabalho, Leão apareceu na sala de imprensa do CT Rei Pelé aparentando tranqüilidade em relação a seu desempenho à frente do Peixe.
“Fizemos absolutamente de tudo dentro das dificuldades do Santos. Estamos deixando o clube pelo menos representando bem com aquilo que nós tínhamos programado. Essa foi a minha passagem mais difícil”, avaliou o treinador, comentando que o rompimento tem a ver com certa falta de profissionalismo de pessoas da cúpula alvinegra.
“Todas as vezes que eu chego em uma casa de trabalho, procuro fazer o profissional e o profissionalismo da melhor maneira possível. Quando eu sinto que cada vez mais a recíproca vai aumentando, mais nós vamos prosperando. Quando isso não acontece, nós temos que ter o bom senso de repensar. Repensamos e achamos melhor parar por aqui”, relatou, em meio aos detalhes de sua última conversa com o presidente Marcelo Teixeira.
“O Marcelo marcou um almoço comigo hoje (terça-feira), às 13h. Coloquei algumas ponderações que eu achava para o Marcelo, independente de qualquer outra palavra. Chegamos a um acordo. Entendo ser o melhor para todos nesse momento. Vai de encontro com o que algumas pessoas queriam e em algumas coisas eu também queria”, completou.
Em relação aos resultados que somou com o time em 2008, Leão culpou a arbitragem. “Fizemos de tudo para estarmos entre os quatro do Paulista e só não estivemos pela aquela circunstância de erros que já estamos cansados de saber de arbitragem. Só não fomos semifinalistas ou finalistas da Libertadores porque sentimos naqueles dois últimos jogos toda aquela tradição negativa também dos árbitros”, criticou.
No adeus à Vila, o técnico desejou sorte a seu substituto. Mas alerta: é preciso dar tempo e tranqüilidade para que o novo treinador do Peixe realize um bom trabalho e superar os obstáculos que o próprio elenco oferece.
“O novo treinador precisa de tempo, empurrar com a barriga não é viável. Quero o Santos com tempo para se acertar e isso também pesou na minha decisão. Quem chegar vai ter muita dificuldade. Mas espero que tenha mais sorte nas contratações”, afirmou, negando qualquer desentendimento com jogadores.
Enquanto se explicava à imprensa, Leão ouviu rojões do lado de fora. Na saída, se deparou com o carro atingido por pedras. E prometeu cobrar os diretores santistas para recuperar os danos sofridos por seu veiculo. “Vou lá no Santos. Eles têm dinheiro e vão pagar”, assegurou, com provocações a quem possa ter atingido seu automóvel. “Isso é inveja”, encerrou.

Quinta-feira, 1 de Maio de 2008

Santos vence o Cúcuta na Vila Belmiro e abre vantagem




Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press
Molina comemora seu gol, o segundo do Santos sobre o Cúcuta na partida disputada na Vila Belmiro
Santos (SP) - A retranca do Cúcuta não surtiu efeito na Vila Belmiro. Com gols do estreante Lima no primeiro tempo e do colombiano Molina no segundo, em cobrança de falta sem ângulo, o Santos venceu por 2 a 0 os compatriotas de seu meia-armador, nesta quinta-feira, e abriu vantagem nas oitavas-de-final da Copa Libertadores da América.
Agora, se conseguir marcar um gol na Colômbia, na próxima semana, o Santos poderá sofrer até três que, ainda assim, conseguirá a classificação. O placar de 2 a 0 a favor do Cúcuta levará a decisão para os pênaltis, e vitórias por um gol de diferença beneficiam o Peixe. O adversário da próxima fase sai do duelo entre Flamengo e América do México.
O jogo – Era fácil antever como seria o primeiro confronto do mata-mata entre Santos e Cúcuta. Conforme previram o técnico Emerson Leão e seus comandados durante a semana, os colombianos foram à Vila Belmiro fechados na defesa, com suas conhecidas duas linhas de quatro jogadores.
Para furar o bloqueio do Cúcuta, a estratégia santista era explorar as laterais. Kléber se movimentava bastante pela esquerda e, auxiliado por Wesley, criava as melhores chances de gol do Peixe no início do jogo. Mas até mesmo o lateral-direito improvisado Betão, diante de um adversário inofensivo, aventurou-se no ataque.
Saiu justamente dos pés de Betão o gol que abriu o placar na Vila Belmiro. Aos 17 minutos, ele cruzou na área e Kléber Pereira, apesar de se esticar bastante, não alcançou a bola. Sobrou para o estreante Lima, então pouco acionado na partida, fazer jus às suas próprias expectativas e empurrar para as redes.
O gol animou o Santos e sua torcida. Acuado, o Cúcuta só teve espaços para exigir um pouco (quase nada) de Fábio Costa no final do primeiro tempo, quando o time dirigido por Leão diminuiu o ritmo. Os lançamentos de Macnelly Torres para goleador Matías Urbano, no entanto, foram suficientes para impacientar o técnico à beira do gramado.
Na etapa complementar, novamente não havia motivos para Leão se preocupar. O jogo voltou a ser disputado somente no campo de defesa do Cúcuta, que parecia satisfeito ao conter as investidas do Santos. Foi assim até pouco antes de 10 minutos, quando, a exemplo do duelo passado, a fumaça provocada por sinalizadores acesos nas arquibancadas fizeram o árbitro paralisar a partida.
O incidente acirrou a partida na Vila Belmiro. No banco de reservas do Cúcuta, membros da comissão técnica colombiana batiam boca com santistas sentados nos camarotes térreos do estádio, enquanto, do gramado, o goleiro Fábio Costa pedia para que a torcida apagasse os luminosos nas arquibancadas.
Se o clima esquentou, o Santos esfriou em campo após a paralisação. Tanto que proporcionou a Amarilla a oportunidade de conseguir a primeira finalização do Cúcuta na partida. Atento, Fábio Costa evitou o gol por cobertura. E os colombianos, enfim, reforçaram o poderio ofensivo com Lionard Pahoy no lugar de James Castro.
Mas a sobrevida do Cúcuta no jogo durou pouco. Aos 25 minutos, pouco depois de o lesionado Marcinho Guerreiro ser substituído por Adriano, Molina cobrou falta sem ângulo, a bola desviou em González e entrou: 2 a 0. Os santistas só tiveram a lamentar antes do apito final a expulsão de Wesley, que chutou a bola em cima do adversário com o jogo paralisado.

Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

Leão almeja “rotina de resultados” na Vila Belmiro


Do correspondente Helder Júnior
Santos (SP) - O técnico Emerson Leão ainda demonstra incômodo quando torcedores sentados nas cadeiras sociais da Vila Belmiro contestam seu trabalho com mais furor (meses antes, era perseguido pelas organizadas), mas se diz em casa no estádio do Santos. Não é para menos. O Peixe perdeu apenas um jogo como mandante em 2008, 2 a 1 para o Grêmio Barueri, em 31 de janeiro.
Para Leão, o bom retrospecto na Vila Belmiro pode levar o Santos longe na Copa Libertadores da América. Ele lembra do exemplo do Grêmio, que, mesmo com um time considerado limitado em 2007, chegou à decisão ao se impor no estádio Olímpico; eliminando, inclusive, o Peixe nas semifinais. “Precisamos continuar fazendo prevalecer a força da Vila Belmiro, como uma rotina de resultados”, comentou o técnico.
No ano passado, ao contrário, o antecessor Wanderley Luxemburgo era repetitivo ao reclamar do pequeno público na Vila Belmiro e de sua postura, embora também exaltasse a eficácia do Santos dentro de seus domínios. “Vou defender sempre a nossa casa, independente de estar cheia, vazia, com críticas e cobranças. A casa do Santos é a Vila Belmiro. Quem não gosta, fique em casa”, discursou Leão.
Um dos comandados de Leão com maior identificação com a torcida do Santos, mesmo após passar pelo Corinthians, o goleiro Fábio Costa segue a linha de raciocínio do treinador. “Jogar bem como mandante, com os torcedores ajudando, é um diferencial. O Grêmio foi o grande exemplo disso. Se você faz bem o papel dentro de casa, tem grandes chances de avançar com uma vitória magra ou um empate fora”, analisou.
Apesar de valorizar a Vila Belmiro, esse trunfo não estará à disposição do Santos em uma eventual decisão da Copa Libertadores da América. A Conmebol exige estádios com capacidade mínima para 40 mil expectadores na decisão, enquanto o do Peixe abriga 20.120 pessoas no máximo.