segunda-feira, 21 de abril de 2008

Leão almeja “rotina de resultados” na Vila Belmiro


Do correspondente Helder Júnior
Santos (SP) - O técnico Emerson Leão ainda demonstra incômodo quando torcedores sentados nas cadeiras sociais da Vila Belmiro contestam seu trabalho com mais furor (meses antes, era perseguido pelas organizadas), mas se diz em casa no estádio do Santos. Não é para menos. O Peixe perdeu apenas um jogo como mandante em 2008, 2 a 1 para o Grêmio Barueri, em 31 de janeiro.
Para Leão, o bom retrospecto na Vila Belmiro pode levar o Santos longe na Copa Libertadores da América. Ele lembra do exemplo do Grêmio, que, mesmo com um time considerado limitado em 2007, chegou à decisão ao se impor no estádio Olímpico; eliminando, inclusive, o Peixe nas semifinais. “Precisamos continuar fazendo prevalecer a força da Vila Belmiro, como uma rotina de resultados”, comentou o técnico.
No ano passado, ao contrário, o antecessor Wanderley Luxemburgo era repetitivo ao reclamar do pequeno público na Vila Belmiro e de sua postura, embora também exaltasse a eficácia do Santos dentro de seus domínios. “Vou defender sempre a nossa casa, independente de estar cheia, vazia, com críticas e cobranças. A casa do Santos é a Vila Belmiro. Quem não gosta, fique em casa”, discursou Leão.
Um dos comandados de Leão com maior identificação com a torcida do Santos, mesmo após passar pelo Corinthians, o goleiro Fábio Costa segue a linha de raciocínio do treinador. “Jogar bem como mandante, com os torcedores ajudando, é um diferencial. O Grêmio foi o grande exemplo disso. Se você faz bem o papel dentro de casa, tem grandes chances de avançar com uma vitória magra ou um empate fora”, analisou.
Apesar de valorizar a Vila Belmiro, esse trunfo não estará à disposição do Santos em uma eventual decisão da Copa Libertadores da América. A Conmebol exige estádios com capacidade mínima para 40 mil expectadores na decisão, enquanto o do Peixe abriga 20.120 pessoas no máximo.

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